segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A música no ensino fundamental: debate e complementação



A partir das aulas a cerca da Guerra Fria apresentadas na turma do 9 ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Ministro Edmundo Lins, sob a supervisão do professor Mauro, foi preparada uma aula por nós, as bolsistas Ariella Cardoso e Isabella Valente Ciríaco.
Pela necessidade de complementação dos conteúdos que já foram ministrados pelo professor na turma foi proposta a análise das músicas Imagine de composição de John Lennon e A Canção do Senhor da Guerra de autoria do grupo Legião Urbana.(Clique para ver o planejamento)
Na utilização de músicas em sala de aula é importante estarmos atentas a linguagem utilizada pelo compositor e o ano de produção da música, que falam muito das reais intencionalidades propostas pela letra da composição, para a realização de tal análise cada uma de nós apresentou o áudio e a explicação de cada música.
O trabalho com a música Imagine de autoria do John Lennon, consistiu na apresentação das questões relativas à paz mundial e de como a guerra alterou a estrutura da sociedade assim refletimos sobre como a guerra fria se inseria na temática da música proposta por John Lennon, e como a guerra é um processo violento sendo a temática central da música a busca pela paz. Houve por parte dos alunos um interesse maior demonstrando afinidade com a música e sua relação com o tema trabalhado.

Em seguida trabalhamos a música A Canção do Senhor da Guerra de composição do grupo Legião Urbana, da mesma maneira de trabalho da primeira, demonstrando também as opiniões expressas na mesma. Esta faz uma crítica direta a Guerra Fria e suas possíveis justificativas colocadas pelo governo como no trecho: “(..) Que a guerra gera empregos/ Aumenta a produção.../ Uma guerra sempre avança A tecnologia/” .

Referências Bibliográficas:
“Música como documento histórico em sala de aula”. Disponível em: <http://monografias.brasilescola.com/historia/musica-como-documentosala-aulamusica-popular-brasileira.htm>.
Site da USP que analisa a música no ensino: http://www.usp.br/agen/?p=66775
BRAICK, Patrícia Ramos. História: das cavernas ao terceiro milênio. In: BRAICK, Patrícia Ramos; MOTA, Myriam Becho. São Paulo, 2 ed. Editora: Moderna, 2006.
SIMONGINI, Jemima Fernandes; CORDEIRO, Marcela Taveiro. Aula Oficina: A música como proposta de produção de conhecimento histórico com os alunos. Disponível em: <http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/histensino/article/view/13250/11508> acesso em: 21 de out. de 2013.
MONTEIRO, Guilherme L. de Silveira. John Lennon: O líder e o produto. Revista de produção online. v.6. Belo Horizonte: Em Tese, 2002. P. 101-109. Disponível em: <http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/emtese/article/view/3489/3429> acesso em: 21 de out. 2013.





Bolsistas: Isabella Ciríaco e Ariella Cardoso
 











sábado, 26 de outubro de 2013

OS EUA NO SÉCULO XIX

Pintura de John Gast (cerca 1872) chamada Progresso Americano.


No 8º ano C da Escola Estadual Effie Rolfs, foram realizadas discussões a respeito dos “Estados Unidos no século XIX”, dentre elas foi proposta uma atividade com a utilização da pintura “Progresso Americano” (imagem acima) e de um trecho proferido por O’Sullivan sobre a Doutrina do Destino Manifesto.
A atividade teve a duração de uma aula com o objetivo de utilizar dessas duas fontes para apresentar aos alunos diferentes representações sobre a Doutrina do Destino Manifesto refletindo a respeito de como John Gast interpretou essa ideia do Destino Manifesto em sua pintura e O’Sullivan em seu discurso. O debate foi empreendido pensando a partir dessas duas fontes apresentando questões do tipo: O que teria sido a doutrina do Destino Manifesto? Qual a sua justificativa para a expansão amaericana?
Após a realização dessa reflexão, os alunos foram incentivados a desenvolver uma produção de texto discorrendo sobre a expansão do oeste americano, apresentando os aspectos positivos e negativos e, as consequências que os índios sofreram com esta atividade.
A dificuldade por parte dos estudantes em desenvolver ideias e colocá-las no papel é evidente nas avaliações dentre as que foram corrigidas até hoje, nota-se que a maioria dos alunos não consegue responder as questões abertas, sendo uma dificuldade que permanece constante não havendo muitas melhorias. Diante disso, tento entender onde se localiza o problema? Qual seriam as vias para solucioná-lo? Na correção da atividade não foi diferente, alguns alunos tiveram muita dificuldade em desenvolver um texto argumentativo, sendo mais objetivos os quais muitas vezes preferiram estruturar seu texto em pontos. Outros, ao contrário, mostraram criatividade em desenvolver sua redação, incorporando personagens históricos ou os próprios índios. Nota-se, que os estudantes entenderam o que foi proposto na atividade, apesar de alguns serem mais objetivos. Por outro lado, os pontos que elencaram correspondiam com a proposta, contudo, só não conseguiram desenvolver estes tópicos em um texto argumentativo.


Referências:
 Pintura “O Progresso Americano”. Disponível em:  <http://unilahistoria.blogspot.com.br/2012/08/progresso-americano-1872-de-john-gast.html>. Acesso em 26 out de 2013.
John O'Sullivan, "Annexation," United States Magazine and Democratic Review 17, no.1 (July-August 1845): 5-10. Disponível em:<http://web.grinnell.edu/courses/HIS/f01/HIS202-01/Documents/OSullivan.html>.
BORBA DA COSTA, Priscila. O Destino Manifesto do Povo Estadunidense: Uma Análise dos Elementos Delineadores do Sentimento Religioso Voltado à Expansão Territorial. In: Anais do V Congresso Internacional de História. Disponível em: <http://www.cih.uem.br/anais/2011/trabalhos/224.pdf>. Acesso em 26 out de 2013 pp. 2267-2276.