segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Atividade Consciência Negra na Escola Estadual Effie Rolfs



          Como atividade comemorativa do dia da Consciência Negra, foi solicitado aos estudantes das turmas do 1º ano B e do 3º A do ensino médio da Escola Estadual Effie Rolfs que elaborassem um texto dissertativo sobre o preconceito no Brasil atualmente.
Os textos foram elaborados a partir da organização de discussões em sala de aula, as quais tinham o objetivo de levar a reflexão acerca do preconceito racial para a sala de aula, ambiente no qual as ideias poderiam ser debatidas, no intuito de serem apresentadas as opiniões dos estudantes, auxiliando-os a compor suas opiniões para a composição dos trabalhos.
Os estudantes escreveram sobre muitos aspectos que puderam perceber na sociedade, cada um focou em seu texto um tema que acreditou ser mais importante, discriminação no ambiente escolar, “Romeu e Julieta Moderno”, preconceito nas mais diversas profissões, no seio familiar, entre outros.
            Para exibir todas as redações confeccionadas pelos alunos foram produzidos portfólios contendo todo o material trabalhado nas turmas. Esse foi o tipo de exibição das redações por vários motivos, entre eles por ser uma forma diferente, dinâmica, chamativa e ao mesmo tempo, para valorizar a produção dos próprios estudantes. Desse modo a bolsista teve o papel de organizar o material da maneira que pudesse vir a contribuir para que esses objetivos fossem cumpridos.
            Outras turmas prepararam poemas, desenhos e danças para o dia da culminância do projeto “Talento não tem cor”, que apresentou uma boa organização dos próprios estudantes. Para a exposição, foram feitas fotos de todas as turmas do ensino médio e embaixo dos banners com as fotos, estava o portfólio respectivo à turma.
Os objetivos da atividade foram alcançados uma vez que pudemos observar como os estudantes colocaram suas ideias de forma coesa e souberam argumentar, sendo o principal objetivo focar no processo de interpretação e escrita dos estudantes dessas turmas, e agora, concluindo esse trabalho na escola, percebo que o objetivo foi cumprido, pois ao relembrar como muitos estudantes apresentavam suas ideias no papel percebe-se um aprendizado e crescimento dos mesmos.

Os estudantes faziam fila para poderem ver o resultado do trabalho pronto. Reparavam e queriam ler tudo. Foi uma experiência muito diferente e ao mesmo tempo gratificante. Aqui estão algumas fotos da exposição que aconteceu em um sábado letivo, no dia 23 de novembro de 2013.
Após alcançado o objetivo que tínhamos, escaneamos todos os portfólios para que possam ser utilizados em outros lugares e por outras pessoas, e também para que se tenha o registro dessa atividade que deu tão certo.



Baixe e veja os portfólios das duas turmas:
Portfólio do 1º ano B
Portfólio do 3º ano A

Bolsista: Daniela Nalon

Consciência Negra e Políticas Públicas Raciais


A Escola Estadual “Effie Rolfs” organizou nos dias 20 e 23 de novembro atividades de reflexão sobre a Consciência Negra, em discussão com a professora Maria Alice Mota Araújo foi estabelecido que os estudantes do segundo ano do ensino médio ficassem responsáveis por refletirem acerca da organização de Políticas Públicas Raciais, produzindo crônicas sobre esse tema, para isso foi organizada uma aula de apresentação da situação do negro no Brasil desde a colonização até os dias atuais.(Veja o planejamento da aula)
A Aula contou com uma apresentação em Power Point  (Veja a apresentação utilizada) a qual continha informações sobre a vivência do negro em sociedade nos tempos do Brasil colonial e na atualidade, além disso houve a aproximação do tema a realidade viçosense na apresentação das principais políticas públicas existentes para o jovem e negro em Viçosa, a partir dessa apresentação surgiram diversas questões sobre o preconceito e a validade da organização das políticas públicas raciais.
A apresentação do tema foi interessante nas turmas do 2º ano A e 2º ano B, pois muitos dos estudantes considerados negros ou pardos entenderam o grau de desigualdade social vivido por esses grupos e também sentiram-se a vontade de falar sobre os problemas sentidos por eles mesmos, principalmente na questão das cotas raciais.
Nas discussões eles apresentaram o medo do preconceito para com estudantes que alcançam o ensino superior a partir da política de cotas, como também acham que esta pode ser entendida por muitos como depreciativa em relação ao negro, que pode ser visto como incapaz. Outro ponto de polêmica é a existência de preconceito e humilhação até hoje no cotidiano desse grupo, o que foi várias vezes relatado pelos estudantes.
Com o fim da aula e a partir da proposta de redação das crônicas foi necessário que para a redação das mesmas, houvesse um contato direto e contínuo com os estudantes sem atrapalhar o cronograma de aulas da professora Maria Alice, assim foi criada uma página no facebook para que fosse possível a disponibilização de material para o trabalho, ou resposta para possíveis dúvidas, além disso, foi também estabelecido o contato por e-mail, podendo trabalhar individualmente com cada estudante que tivesse problemas de entendimento a respeito da atividade ou que necessitasse de correção da mesma.
O objetivo da aula e da redação das crônicas não era colocar o estudante inteirado sobre a organização das políticas públicas raciais, mas sim fazer com que eles pudessem refletir sobre o tema, criando seus próprios pontos de vista a partir de suas vivências e interpretações, e tendo oportunidade de expô-las na produção das crônicas. (Veja o modelo da proposta de crônica)
O contato direto e imediato estabelecido pela internet foi grande facilitador do trabalho, já que os estudantes a qualquer momento poderiam expor dúvidas que eram respondidas e tinham também a oportunidade de continuar a discussão. As crônicas feitas pelos estudantes foram previamente corrigidas para depois serem expostas em um portfólio nos dias 20 e 23 de novembro, as quais demonstraram claramente a opinião destes sobre as políticas públicas raciais, o que representou o sucesso da aula de reflexão sobre o negro na sociedade brasileira e oferta o entendimento sobre o que nossos jovens passam ou sentem diante das desigualdades entre negros e brancos.

Nos links estão as redações feitas pelos estudantes e apresentadas em portfólios nos dias 20 e 23 de novembro.

Documentos:
BRUGGER, Mariana; CARDOSO, Rodrigo; SEGALLA, Amauri. Por que as cotas raciais deram certo no Brasil. ISTOÉ Independente. Brasil: 05 de abril de 2013. Disponível em: http://www.istoe.com.br/reportagens/288556_POR+QUE+AS+COTAS+RACIAIS+DERAM+CERTO+NO+BRASIL. Acesso em: 10 de abril de 2013.
CHARÃO, Cristina. Políticas Sociais – O longo debate às desigualdades raciais. Desafios do desenvolvimento: A revista de informações e debates do IPEA. Brasília: 29 de dezembro de 2011. Disponível em: http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_content&view=article&id=2674:catid=28&Itemid=23. Acesso em: 22 de outubro de 2013.
MARCOLINO, Rômulo Nascimento. Considerações sobre a Conferência Regional da Juventude. Ecos da Periferia. Viçosa: 26 de maio de 2013. Disponível em: http://ecos-periferia.blogspot.com.br/2013/05/consideracoes-sobre-conferencia.html. Acesso em: 27 de outubro de 2013.
OSMAR. Você Trabalha? – Crônica sobre um jovem negro que quer estudar. Correio Nagô. Bahia: 06 de abril de 2010. Disponível em: http://correionago.ning.com/profiles/blogs/voce-trabalha-cronica-sobre. Acesso em: 27 de outubro de 2013.
SECRETARIA DE POLÍTICAS DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL. O que é. Brasília. Disponível em: http://www.seppir.gov.br/sobre. Acesso em: 20 de outubro de 2013.

Bibliografia:
FURTADO, Celso. Fluxo de renda e crescimento. In: ____. Formação econômica do Brasil. Rio de Janeiro: Editora Fundo de Cultura, 1959, p 53-88.
MATTOSO, Kátia M. de Queirós. Ser escravo no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 2003.
GADELHA, Regina Maria d'Aquino Fonseca .a lei de terras (1850) e a abolição da escravidão capitalismo e força de trabalho no Brasil do século xix. In: R. História, São Paulo. 120, , jan/jul. 1989 p. 153-162
SHIMIDT, Mario Furley. “Escravismo Colonial”. In: SHIMIDT, Mario Furley. Nova história crítica: ensino médio: volume único. 1ª edição. São Paulo: Nova geração, 2005, P 191- 207.
STOLCKE, Verena; HALL, Michael M. A Introdução do trabalho livre nas fazendas de São Paulo. In: ___. Revista Brasileira de História: Editora Marco Zero, 1984, p 80-119.

Bolsista: Sara Helena

Os ideais e os valores fundamentados à independência brasileira



Os estudantes do segundo ano do ensino médio da Escola Estadual “Effie Rolfs” estudaram a respeito da colonização brasileira, revoltas anticoloniais e a Independência do Brasil as aulas expositivas acerca desses temas foram realizadas pela professora Maria Alice Mota Araujo e para a melhor compreensão a respeito das ideias que norteavam o Brasil no século XIX foi proposta uma atividade que relacionasse as ideias sobre a Independência Brasileira ontem e hoje. (Veja o Plano de Aula)
Com a entrega de textos dos anos de 1822, 1888, 1889 e 2013 o objetivo foi de fazer com que os estudantes pensassem a respeito da modificação das ideias da sociedade com o passar dos tempos, isso porque tais documentos representam as ideias de D. Pedro I, da elite latifundiária do fim do século XIX e do pensamento atual da população brasileira a respeito do governo e sociedade. (Veja os documentos utilizados)
Além dos documentos foram utilizadas duas músicas que também representam ideias a respeito da organização política e social do Brasil em diferentes épocas, o “Hino da Independência do Brasil”, o qual tem D. Pedro I como compositor e faz alusão ao progresso e unidade nacional sonhados na época e a música “Que País é Esse” do grupo Legião Urbana, alusiva a um período de crises econômicas no país.
Cada documento desses foi comentado, deixando bem claro que todos eles são tipos de fonte sobre as ideias e motivações da população em cada época e situação, assim foi proposto que os estudantes criassem também uma fonte sobre suas ideias a respeito da situação atual brasileira, a questão que lhes foi imposta foi “Qual é o Brasil que vocês enxergam?”. A partir daí eles deveriam elaborar uma música ou poema com suas considerações.
A ideia inicial era que os estudantes só entregassem o material produzido, mas a professora Maria Alice autorizou que uma aula fosse utilizada para a apresentação das músicas, desse modo uma semana e meia após a proposta de atividade os estudantes apresentaram suas músicas e poemas sobre a situação brasileira na atualidade, tais documentos demonstraram interpretações particulares sobre a criminalidade, corrupção e futuro do país, muitos estudantes se destacaram devido à criatividade das composições e poemas. (Veja as melhores produções)
Tal trabalho foi engrandecedor, já que os estudantes puderam entender um pouco do que é uma fonte de pesquisa, como analisa-la e como são produzidas as fontes para as futuras pesquisas, creio que se sentiram atores da história e foi possível chamar a atenção e fazer que estudantes, por vezes desinteressados e desanimados, fizessem a atividade se destacando na mesma.

Documentos:
BORGES, Altamiro. Operação 7 de setembro da direita. Brasil de Fato. São Paulo: 20 de agosto de 2013. Disponível em: http://www.brasildefato.com.br/node/23874. Acesso em: 20 de agosto de 2013.
DOM PEDRO I. O manifesto da Independência do Brasil. www.FilosofiaEsoterica.com. Disponível em: www.filosofiaesoterica.com/ler.php?id=422#.UhEwGtL2a3w. Acesso em: 20 de agosto de 2013.
FERNAL, Antônio. 7 de setembro. Gazeta de Oliveira. Oliveira. edição 54, 09 de setembro de 1888, p1. Disponivel em: http://acervo.izap.com.br/. Acesso em: 20 de agosto de 2013.
GAZETA DE OLIVEIRA. O grande anniversário de 7 de setembro. Gazeta de Oliveira. Oliveira. edição nº 106, 08 de setembro de 1889, p 1. Disponível em: http://acervo.izap.com.br/. Acesso em: 20 de agosto de 2013.
MAIOR PROTESTO DA HISTÓRIA DO BRASIL. Operação 07 de setembro. Facebook, evento: Maior protesto da História do Brasil. Brasil. Disponível em: https://www.facebook.com/events/601096219921653/. Acesso em: 21 de agosto de 2013.

Músicas:
Hino da Independência do Brasil.
Que país é esse.

Bibliografia:
AZEVEDO, Gislane Campos; SERIACOPI, Reinaldo. História em movimento: O mundo e a sociedade contemporânea.1º Ed. São Paulo: Editora Ática, 2012.

Bolsista: Sara Helena