domingo, 14 de abril de 2013

NOTÍCIA PARA DISCUSSÃO


Especulação iniciada no ano passado, a proposta de criação de um ensino médio feito por quatro eixos temáticos é noticiada novamente pela página eletrônica Terra. Quais os possíveis impactos provocados a educação brasileira com a realização dessa mudança no ensino médio? Isso melhorará efetivamente a qualidade da educação ou treinará os estudantes de modo a serem qualificados apenas para a avaliação do ENEM?
Segue o link da notícia: http://noticias.terra.com.br/educacao/mec-quer-integrar-curriculo-do-ensino-medio-nas-4-areas-do-enem,6ae275cd2b4fd310VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html
Esperamos os comentários nas postagens.

Bolsistas: Daniela Nalon e Sara Helena

Fonte:
TERRA NOTÍCIAS. MEC quer integrar Currículo do Ensino Médio nas 4 áreas do ENEM. Notícias terra.com, coluna Educação, 10 de abril de 2013. Disponível em: www.terra.com.br. Acesso em: 10 de abril de 2013.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

I SEMINÁRIO "PROPOSTAS, PERSPECTIVAS E MÉTODOS NO ENSINO"


O I Seminário realizado pelo PIBID intitulado "Propostas, Perspectivas e Métodos no Ensino" foi iniciado no dia 22 de março com a palavra da Secretária de Educação do Município de Viçosa, Glaucia Coutinho Ramos d’Antonino que contou sobre a importância de eventos como o que foi proposto para os dias 22 e 23 de março, ao ler um texto ressaltou a importância de se dar atenção ao profissional da educação e o grande papel de formação que este detêm na sociedade.
A coordenadora geral do PIBID, Aparecida de Fátima Andrade da Silva, ressaltou sua emoção ao ver tantos professores se preocupando em melhor se preparar para buscar formas de melhoria da educação e o prefeito, Dr. Celito, ressaltou que essa é uma grande iniciativa para a educação viçosense, dizendo que esse é um pequeno passo de muitos que ainda devem ser efetivados para o oferecimento de uma melhor educação a população da cidade.
O professor João Valdir Alves de Souza, graduado em Ciências Sociais e mestre em educação pela UFMG tem também doutorado em educação na PUC de São Paulo e pós-doutorado na UNB sendo hoje professor associado da UFMG com trabalhos na sociologia da educação proferiu a palestra de abertura do seminário.
Começou sua fala, dizendo sobre a importância de eventos como esse seminário para a formação e análise das condições de trabalho do docente. A partir daí ele ressaltou os deveres do professor, dizendo que este é formado para transmitir o saber de modo a contemplar todos os tipos de estudantes, adequando seus modelos e transmissão do conhecimento.
Conduziu a discussão levando em conta também a falta de interesse sobre seguir carreira na docência, pelo baixo salário e falta de prestígio dentro de nossa sociedade, citando exemplos de como era visto o professor em alguns anos atrás e hoje. A tarefa do professor de saber articular os conhecimentos e ser preocupado em melhor demonstrá-los a seus estudantes foi também ressaltada, dizendo que de nada adianta tentar ensinar se o próprio professor não sabe se expressar ou não consegue adequar seus conteúdos a aulas que sejam mais interativas, também ressaltando a importância de saber avaliar os estudantes.
A palestra foi se encaminhando ao fim com as ideias do professor sobre o interesse que o docente deve ter para passar aos seus estudantes o conteúdo desejado, concluindo que sem interesse do próprio professor não há como perceber avanços na educação e aprendizagem.
No dia 23 de março, das 8:00h ao 12:00h ocorreram minicursos aos professores da rede municipal de educação e a outros envolvidos na área, desse modo o espaço foi aberta a estudantes e professores da rede estadual de educação que tivessem interessados na temáticas trabalhadas nos minicursos. O PIBID da História organizou dois deles: Didática alternativa ao ensino de História e O uso da história local e regional como uma ferramenta auxiliar para o ensino de História.
Na sala do minicurso Didática alternativa ao ensino de História, obtivemos uma discussão sobre a prática docente e os modelos tradicionais de ensino, ressaltando sua importância, mas também a necessidade de busca de maior interação entre o professor e o estudante, para a construção do conhecimento, após esta apresentação passamos a demonstrar a utilização de músicas, filmes e imagens em sala de aula.
Os professores que dessa oficina participaram demonstraram muito interesse e disposição para colocar em prática alguns dos aspectos por nós apresentados, desse modo o minicurso transcorreu com muita tranquilidade e envolvimento dos docentes em discussões que demonstraram as dificuldades e motivação daqueles participantes.
Na outra oficina também realizada pelo PIBID de História, foi discutida a importância do ensino sobre História Local nas escolas. De início, foi feito um panorama geral sobre a História dita Positivista até a “Nova História”, o que essas correntes historiográficas acreditavam ser documento e a forma de utilizá-los. Daí partiu-se para a discussão das questões mais práticas recorrentes dessa temática. Começou-se então a pensar sobre a educação atualmente e vários reflexos dessas novas perspectivas e demandas.
Após esse cenário geral, discutimos juntamente de professores das esferas públicas municipal e estadual sobre a dialética que enfrentam, uma vez que o livro didático não traz conteúdos específicos, dificultando-os lecionar e fazer debates sobre a história local e regional dos alunos. Assim, propusemos formas para que os professores conseguissem adequar o conteúdo que deveria ser passado conciliando com acontecimentos da própria cidade dos alunos.
Os professores se interessaram muito quando foi trabalhado sobre a formulação de cartilhas paradidáticas sobre História Local. Esses materiais trazem benefícios como: estimulam o aluno a pesquisar e conhecer sua historia e a da sua região, consegue estabelecer links entre acontecimentos nacionais e regionais, se posiciona como sujeito da história, entre outros.
           Percebemos que tanto as oficinas realizadas pelo PIBID de História quanto as que foram propostas pelos outros cursos da UFV ajudaram muito tanto os professores quanto graduandos ao tangerem pontos práticos da realidade escolar.



Registro fotográfico das duas oficinas realizadas pelo PIBID de História

        Bolsistas: Daniela Nalon e Sara Helena

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

HABILIDADES, COORDENAÇÃO MOTORA E PESQUISA NO TRABALHO COM MAQUETE PARA OS ALUNOS DO 7° ANO


No mês de novembro e início de dezembro os alunos do sétimo ano da professora Sueli estudaram principalmente dois capítulos do livro didático. O primeiro: “A conquista e administração da América Portuguesa” que aborda a chegada dos portugueses ao Brasil, o fato de não encontrarem ouro em primeiro momento, explorando então outros “elementos” do território brasileiro como a mão de obra indígena e o pau-brasil e praticando o “escambo”; os cuidados com o território; capitanias hereditárias; Governo-geral; chegada dos jesuítas e câmaras municipais.
O último capítulo chama-se: “A produção açucareira e outras atividades econômicas”. O título é bastante autoexplicativo. O capítulo refere-se, portanto, a economia monocultora e de exportação realizada com a cana de açúcar; a escravização dos africanos; questões relacionadas ao tráfico negreiro, às condições dos navios em que os negros eram transportados, as mazelas e violências a que estavam submetidos tanto ao longo do caminho como já no Brasil, etc.; Mais adiante aborda a presença, os feitos e a expulsão dos holandeses do Brasil e, por ultimo outras atividades econômicas praticadas, como diz no título do capítulo, afinal o Brasil não vivia só de açúcar.
De certo modo ambos os capítulos abordam a temática da escravidão no Brasil, inicialmente dos índios quando os portugueses desembarcaram no Brasil e não encontraram ouro, explorando então outros “elementos” do território brasileiro e praticando o “escambo” e posteriormente dos africanos com os engenhos de açúcar, por esta abrangência este foi o tema estabelecido para desenvolver atividade. A mineração será abordada no ano seguinte.
Por este motivo a temática estabelecida para o desenvolvimento de atividade para o mês de novembro e inicio de dezembro foi escravidão. Quanto ao caminho da África à América, as condições do navio, as mazelas que eram sujeitados, a venda de escravos, a violência com os mesmos e algumas outras questões os alunos já tiveram contato ao assistir o filme passado no mês de Outubro, como já foi relatado, então concentraremos a atividade na parte do engenho de açúcar que é um conteúdo novo para eles.
            Primeiramente o trabalho com este conteúdo existe pela relevância que há em estudarmos os povos que somos descendentes (como índios e negros) e transmitir aos alunos este aspecto múltiplo da sociedade brasileira, mas também, sobretudo, por ser uma exigência do CBC e PCN’s.

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE

Os alunos demonstraram maior empenho em realizar atividades mais dinâmicas e certa resistência com trabalhos escritos. Quanto aos últimos, há alunos que não fazem ou fazem sem interesse, ao passo que com atividades mais dinâmicas ocorre o contrário. Levando em consideração este aspecto e o de que o PIBID deve proporcionar ao professor e alunos este suporte de apresentar atividades complementares, diferentes do dia-a-dia, que desperte atenção e interesse e tendo em vista também a faixa etária dos alunos que é aproximadamente 12 anos segue a proposta de atividade para a temática estabelecida.
            Primeiramente os alunos estudarão o capítulo 12 do livro didático para então situar-se no “momento” e entenderem como era dada a “conquista” e realizada a administração da América Portuguesa. Após compreenderem estas questões e serem capazes de situar-se no tempo abordado aplicaremos uma atividade concernente ao capítulo seguinte (13) do livro didático que será sobre engenho de açúcar.
            Esta atividade compreenderá na realização de uma maquete (feita em casa) que exponha os principais elementos de um engenho de açúcar da época, como traz na página 212 do livro. Anteriormente a confecção desta maquete os alunos terão uma aula expositiva que abordará os principais tópicos quanto ao trabalho escravo nestes engenhos e a própria estrutura e funcionamento do engenho em si, portanto, terão carga teórica e o apoio do livro que traz todas estas questões que serão pedidas e explicadas. Além disto, ao longo das aulas os alunos receberam constantemente orientações e puderam tirar dúvidas quanto a confecção das maquetes.
O grupo apresentará a sua maquete aos demais, explicando cada elemento colocado (Casa-grande, senzala, capela, lavoura de subsistência, etc.). Os alunos tiveram a possibilidade de representar um engenho completo ou somente alguns elementos que o compõe, mas é obrigatório que todos os alunos apresentem um elemento de sua maquete. Ou seja, se o seu grupo tem 5 pessoas a sua maquete tem que ter pelo menos 5 elementos. Estes “elementos” encontram-se ao longo do capítulo 13 do livro didático. Além disto, podem pesquisar na internet imagens sobre maquetes de engenho de açúcar para visualizarem melhor. O trabalho em grupo também faz parte da avaliação do trabalho final, portanto, se algum aluno se sentiu prejudicado por causa do grupo que não o ajudou, ele poderia ser recolocado em outro grupo, para que o trabalho não ficasse sobrecarregado para somente uma pessoa.

INSTRUÇÕES PARA A MAQUETE:
Com base no capítulo 13 do livro, EM GRUPO, façam uma maquete que represente um engenho de açúcar e se preparem para apresentar seu trabalho para a turma.
Vocês podem representar um engenho completo ou somente alguns elementos que o compõe, mas é obrigatório que todos os alunos apresentem um elemento de sua maquete. Ou seja, se o seu grupo tem 5 pessoas a sua maquete tem que ter pelo menos 5 elementos. Estes “elementos” encontram-se ao longo do capítulo 13 do livro didático. Além disto, podem pesquisar na internet imagens sobre maquetes de engenho de açúcar para visualizarem melhor.
Dica: Usem caixas de diversos tamanhos para confeccionar a Casa-Grande e a Senzala. Lembre-se que a Casa-Grande costumava ter escadas, portas e janelas grandes. Um elemento que não há explicitamente no livro, mas que é fácil e fazer e vocês podem deixar o trabalho mais completo é o “tronco” onde os negros eram castigados, coloquem bonequinhos representando escravos e senhores de engenho, há diversas possibilidades!
USEM A CRIATIVIDADE E CAPRICHEM!
Valor: 5 pontos
Data de entrega: 702: Dias 21 e 28 / 703: Dias 20 e 22

            Devido à semana de provas e ao atraso dos próprios alunos em entregarem os trabalhos nos dias marcados estas datas sofreram modificações e a estrega das maquetes se deu nos dias 27 e 28 de dezembro. As mesmas foram expostas no corredor da escola durante a exposição das atividades realizadas pelo PIBID ao longo dos dias 3, 4 e 5 de dezembro, a fim de democratizar com os demais o nosso trabalho.
           
RESULTADOS

            O resultado alcançado com a atividade da maquete foi muito bom. No final do ano os alunos se dedicam mais a matérias que estão precisando de notas ou quase reprovados (que não é o caso de História), tendo em vista isto optamos por uma metodologia que despertasse a atenção dos alunos e os fizessem estudar História mesmo sem estarem precisando demasiadamente de nota e praticamente todos os alunos fizeram o trabalho pedido.
Recebemos trabalhos diversificados. Desde aqueles que notamos que foram feitos somente pelos alunos, em suas limitações como alguns que vemos nitidamente a ajuda de um adulto. Tivemos trabalhos muito caprichados e inclusive uma parte do engenho de açúcar que se movimentava ao pressionar o que seria um “recipiente” com cana de açúcar, representando uma espécie de moenda movida por bois. Outro elemento curioso apresentado em uma das maquetes foram os produtos. Em um determinado trabalho o grupo embalou pequenos pacotinhos com açúcar, uma espécie de melado e rapadura pra demonstrar o que era feito com a cana-de-açúcar.
Alguns alunos tiveram dificuldade de “mobilizar” o grupo. E como cada aluno do grupo ficou responsável por um elemento da maquete, estes alunos entregaram somente a sua parte, ou seja, somente um dos elementos da maquete (somente a Casa Grande). O trabalho se configura como incompleto e o aluno poderia ter explicado esta situação antes para se integrar a outro grupo, mas não o fez. De toda forma, a parte delegada a ele foi feita e, portanto, aceitamos, pois embora a interação em grupo seja parte da atividade, este aluno foi responsável com o que se propôs a fazer.





Ao fundo da representação do engenho, ao lado do carro de boi há um canavial. Maquete da turma 702.
Este trabalho da turma 703 foi único ao representar os produtos obtidos a partir da cana-de-açúcar. Temos dois pacotinhos: um é açúcar e o outro é melado. Tivemos também um pote com rapadura para os visitantes da exposição das maquetes levada por alunos


Nesta maquete da turma 703 já notamos a presença de outros dois elementos: a capela e o tronco.
Este grupo representou quatro elementos: a casa-grande, a senzala, o engenho e o canavial. É um trabalho da turma 702.


Todas as imagens são de arquivo pessoal e foram selecionadas apenas algumas fotografias de determinadas maquetes e não todos os trabalhos recebidos.

DOCUMENTOS
- Artigos da internet sobre a “escravidão no século XXI”. Disponíveis em: http://historianovest.blogspot.com.br/2011/04/terra-da-vergonha.html e http://exploracaodohomem.wordpress.com/2007/09/29/escravos-do-seculo-xxi/ Acessos em: 28 de Outubro de 2012.

- Vídeo transmitido pela Rede Globo no programa Profissão Repórter. Disponível em: http://g1.globo.com/profissao-reporter/videos/t/programas/v/roupas-baratas-parte-1/2078547/ Acesso em Agosto de 2012.

BIBLIOGRAFIA
- BRAICK, Patrícia Ramos e MOTA, Myriam Becho. História: das cavernas ao terceiro milênio. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2006. (Livro didático)
- TEIXEIRA JR., Luiz Alexandre. O engenho colonial.Série O Cotidiano da História. São Paulo: Ática, 1996. (Livro de infanto-Juvenil com ilustrações)

Referencial teórico:
- STADEN, H. Duas viagens ao Brasil. Porto Alegre: L&PM, 2010. (para o capítulo 12)
- ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1982.
- HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 26 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
- FREYRE, Gilberto. Casa-Grande e Senzala. 34ª ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 1998.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

"AS GRANDES NAVEGAÇÕES", PARA OS ALUNOS DO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO DA ESCOLA ESTADUAL "RAUL DE LEONI"


Sentindo a necessidade de um maior número de atividades para os alunos sobre o tema das Grandes Navegações, eu – Walter, juntamente com o bolsista Julio Cesar, pensamos em criar um texto, baseado em livros didáticos e de graduação, para auxiliar os alunos no estudo sobre o contexto político, social e econômico do início das grandes navegações europeias, a partir do século XV. O texto também foi trabalhado para ajudar os alunos, como uma ligação com o tema, que era ministrado pela professora e supervisora Fátima.
Buscando avaliar o entendimento da matéria e a sua fixação, ao final do texto foram colocadas algumas perguntas, que se relacionavam com a interpretação do texto e o uso dos conhecimentos dos alunos sobre a matéria, além de uma comparação entre as sociedades e as trocas culturais do mundo no século XXI e no século XV e XVI.
Pedimos aos alunos, que estavam em grupos, para que lessem o texto em silêncio, solicitando a presença de um dos bolsistas, caso tivessem alguma dúvida sobre o texto ou as questões. No fim da leitura, todos os grupos começaram a responder as questões. Cada questão possuía um mínimo de linhas, para exercitar a escrita e interpretação de texto dos alunos, que apresentam dificuldades nestas duas áreas. Nos bolsistas fomos muito solicitados pelos alunos, que, em alguns casos, não conseguiam encontrar a resposta para a pergunta.
Por fim, percebemos que alguns grupos, mesmo com o auxilio, não conseguiram um resultado satisfatório, enquanto outros grupos foram muito bem, tendo um grupo alcançado nota máxima nesta atividade.
Esta atividade foi realizada em duas turmas do primeiro ano, com a duração de duas aulas de 50 minutos para cada turma.

Rotas de viagens durante as Grandes Navegações

Bibliografia Utilizada:
Ø  RUSSEL-WOOD, A. J. R. “Transmissão de Estilos, Costumes e Ideias”. Um Mundo em Movimento. Portugal: Difel, 2006.
Ø  COLÉGIO Anglo. História 1. Brasil. São Paulo: Anglo, 1990-1991.
Ø  ELLIOTT, J. H. O Velho Mundo e o Novo: 1492-1650. Portugal: Querco, s/d.

Bolsista: Walter Neto

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O USO DE OBJETOS FÍLMICOS NO ENSINO DE HISTÓRIA: ATIVIDADES DESENVOLVIDAS COM ALUNOS DO 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DA ESCOLA MUNICIPAL MINISTRO EDMUNDO LINS


       No mês de outubro do ano de 2012, foi trabalhado com os alunos do nono ano do ensino fundamental da escola municipal Ministro Edmundo Lins, a exibição de documentários para a contribuição do processo de aprendizagem no ensino de história.
      No sentido de trabalhar com filmes na sala de aula podemos considerá-los como uma alternativa que irá dinamizar as aulas de História sem ficarmos restritos aos mecanismos de reprodução que a aula expositiva proporciona. O objetivo desta proposta é fazer uso do cinema nas aulas de história, trabalhando com documentários com conteúdos sobre o Regime Militar 1964-1985.
A partir do conteúdo trabalhado pela professora através de suas aulas expositivas e do conhecimento prévio do aluno, trabalhamos com a exibição de documentários em que ilustravam o conteúdo histórico abordado.
Como proposta de trabalho nas turmas realizou a exibição do filme/documentário História do Brasil por Bóris Fausto produzido pela TV Escola, onde inicialmente fizemos uma apresentação do historiador e a sua contribuição na historiografia brasileira, além da contextualização do período abordado pelo documentário.
Apresentamos o documentário aos alunos demonstrando como o historiador o apresenta sob uma perspectiva política e econômica do regime militar.  A escolha do filme se justifica pelo conteúdo didático que esta sendo trabalhado pela professora, que mostra os principais pontos abordados nas aulas explicativas e que também está presente no livro didático.
 Antes da exibição, foi discutida com os alunos a questão de que o filme é apenas uma interpretação sobre um fato histórico, e que de forma alguma pode ser tomado como “o que realmente aconteceu”. Mas sim que tudo depende das escolhas feitas pelo diretor e qual a mensagem que o mesmo quer passar.
            Com o intuito de finalizar o conteúdo sobre a ditadura militar iniciado anteriormente com o auxilio de aulas expositivas e leitura do livro didático, exibimos também aos alunos o documentário Uma Noite em 67, que aborda a final do III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record. A escolha pela exibição deste documentário proporcionou à possibilidade de trabalhar a perspectiva cultural do regime militar com os alunos, pois este período histórico é repleto de manifestações culturais em que representavam um movimento de resistência contra o regime implantado.
Trabalhamos com os alunos explicando-os que entre 1965 e 1972, o Brasil viveu o auge do que ficou conhecido como a Era dos Festivais. Organizados pelas TVs Record, Excelsior, Globo e Rio em forma de programas de auditório, os festivais eram grandes competições da música brasileira que se mostraram capazes de mobilizar a população tanto quanto uma disputa de clássicos no futebol.
             Demonstramos aos alunos que mesmo cercados pela censura os músicos achavam brechas para poder cantar e expor sua arte, e em algumas dessas produções artísticas possuía discursos políticos contrários ao discurso predominante no regime militar.
             Os discursos presentes nas canções criticavam a moral presente na época, as questões sociais, e até mesmo modelos de cultura estrangeira que estavam sendo implantado na época no Brasil, vindo com o a implantação do capital estrangeiro. Com estes pontos podemos apresentar aos alunos que o período do regime militar no Brasil foi efervescente na sua produção cultural, mesmo com a existência dos órgãos de censura.
            Por fim fizemos uma série de debates com os alunos retomando as discussões propostas a partir das exibições dos filmes, onde foi trabalhada a perspectiva cultural e social do recorte temporal abordado. Realizamos ainda debates e finalizamos o conteúdo sobre a ditadura militar com uma atividade em dupla onde os alunos responderam as questões sobre o tema e do conteúdo tratado nos documentários.

Capa dos documentários exibidos:



BIBLIOGRAFIA:
FAUSTO. Bóris. História do Brasil por Bóris Fausto. Regime militar. TV Escola. Disponível em: http://tvescola.mec.gov.br/index.php?item_id=2267&option=com_zoo&view=item Acessado em: 20 de outubro de 2012

UMA NOITE EM 67. Disponível em:  http://www.youtube.com/watch?v=RISaNkPezDs Acessado: 20 de outubro de 2012.

Bolsista: Cilésia Lemos

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

MÚSICA NO ENSINO DE HISTÓRIA: ATIVIDADES DESENVOLVIDAS COM ALUNOS DO 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DA ESCOLA MUNICIPAL MINISTRO EDMUNDO LINS


No mês de setembro do ano de 2012, foi trabalhado com os alunos do nono ano do ensino fundamental da escola municipal Ministro Edmundo Lins, metodologias com a aplicação e interpretação da música como objeto histórico na sala de aula
A música como objeto histórico possui diversos significados que ao serem utilizadas como material didático pode trazer ao aluno o conhecimento cultural, político e social sobre a época em que esta foi produzida – como também o pensamento e a visão de mundo do compositor. Neste mesmo sentido se desenvolve também a capacidade de interpretação de textos e de leituras aos alunos, que além de estar presente na proposta dos PCNs do Ensino Fundamental, propõe que seja realizado nas aulas de História, o desenvolvimento de competências ligadas à leitura, análise, a contextualização e interpretação das diversas fontes históricas.
Através da música trabalhamos com os alunos como as transformações sociais políticas e culturais é representada e descrita através da música e pelo cantor que estava inserido no processo histórico.
A atividade realizada com os alunos teve como intuito avaliar principalmente a compreensão de textos e a capacidade de argumentação. Trabalhamos as músicas em conjunto com o conteúdo sobre o a entrada das multinacionais e dos bens de consumos no Brasil, e o impacto na população, que de certa forma incluíram esses bens e costumes importados. Este conteúdo abordou as discussões sobre o governo JK, e seu programa desenvolvimentista.
Através da música Esso, Shell de Juca Chaves criador de modinhas e sátiras políticas, onde podemos elencar aos alunos como essas importações de bens de costumes e padrões culturais foram recepcionados pela população, e foi descrita pelo cantor que estava inserido no processo histórico.
 E os resultados obtidos com a aplicação de atividades foram percebidos através do grande interesse dos alunos em participar das aulas e das discussões, além do grande número de alunos realizando as atividades. Na correção das atividades percebemos que os alunos conseguiram responder as questões de acordo com o que estava sendo pedido, além da melhora na interpretação de texto dos mesmos em relação às atividades anteriores e ao depoimento da professora sobre os alunos.
 Música trabalhada com os alunos:


Figura 1 Participação dos alunos, e colaboração da professora para a execução das atividades.



Bibliografia:

ABUD, Katia Maria. Registro e representação do cotidiano: a música popular na aula de    história. Cad. CEDES [online]. 2005, vol.25, n.67, pp. 309-317. ISSN 0101-3262.  Acessado em: 20 de abril de 2012. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0101-32622005000300004
CHAVES, Juca. Esso, Shell. Disponível em: http://redenschi.multiply.com/reviews/item/578?&item_id=578&view:replies=reverse Acessado em: 10 de setembro de 2012.

Bolsista – Cilésia Lemos

sábado, 10 de novembro de 2012

ATIVIDADE SOBRE O AÇÚCAR NO BRASIL DESENVOLVIDO PELOS ALUNOS DO 1º ANO DO ENSINO MÉDIO DA ESCOLA ESTADUAL "RAUL DE LEONI"


Cartazes confeccionados com as histórias em quadrinhos produzido pelos alunos.





A intenção foi trabalhar com os alunos a utilização da cana-de-açúcar ao longo dos séculos e fazer com que os mesmos percebessem que questões contemporâneas se relacionam com ações de sujeitos históricos do passado e que a cana-de-açúcar também sustentou a economia em outras épocas da história brasileira.
Assim os mesmo produziram como parte conclusiva da atividade histórias em quadrinhos que representassem o uso do açúcar ao longo do tempo e que nelas houvessem personagens preocupados com a questão ambiental. Assim, a melhor história foi a das alunas Sônia e Renata:



História das alunas:

“-Nos dias de hoje, o açúcar possuem muitas utilidades, além de ter se tornado um ótimo combustível renovável.
-É verdade, e isso ajuda o meio ambiente?
- Claro que sim! Ajuda a não poluir o ar, além de trazer vários benefícios a sociedade!
- Eu nunca imaginei que a cana-de-açúcar fosse tão importante!
-Antigamente o açúcar era uma barra escura e muito caro. Sendo dados de presente de casamento e só os ricos tinham.
- É verdade, nós da classe média quase não  o possuía!
- Hoje não precisamos passar mais por isso, apesar de caro o açúcar é muito consumido!
-E nos decorrer dos anos, através do processo de industrialização, o açúcar foi clareado até ficar branquinho como hoje!



- Em minha opinião, daqui a uns anos com pesquisas ainda iram descobrir outras utilidades da cana-de-açúcar!
-Também acho, o mundo está evoluindo cada vez mais com novos equipamentos.
-O governo deveria implantar uma lei que proibisse o uso de combustíveis poluentes!
- Ninguém percebe que o mundo está indo para o buraco com tanta poluição!
- Concordo com você! Mas o que poderemos fazer para mudar a situação?
-Basta que cada um faça a sua parte com campanhas de conscientização sobre a poluição e os combustíveis fósseis!
-Cada um ajuda a melhorar o planeta e viva a cana-de-açúcar e o planeta!!”

Bolsistas: Roberta Avanci e Darlan Santos